Eleições 2026
Medição em tempo real do ciclo político-orçamentário: a despesa pública brasileira lida mês a mês na aproximação da eleição geral de 2026, com fonte pública, método declarado e contraprova.
A tese que orienta a leitura é verificável: quem governa por mandato administra patrimônio que não é seu, por prazo certo — e essa estrutura de incentivos produz um padrão de despesa datado pelo calendário eleitoral, que acelera antes da urna e desloca a conta para depois dela. Não se mede pessoa; mede-se o arranjo. A primeira janela acompanhada é a eleição geral de 2026.
O que esta série publica
O Índice do Usufrutuário, régua sintética que resume o comportamento de cada ciclo eleitoral em três componentes: quanto da despesa discricionária se antecipa para a véspera do marco legal, quanto pende para consumo em vez de investimento, e quanto da conta é deslocado para o exercício seguinte. Publicado com metodologia aberta, é comparável entre ciclos — 2020, 2022, 2024, 2026 e os que vierem — e volta a esta página a cada atualização.
As séries e os gráficos que sustentam o índice, com fonte, data de captura e limite do que se pode afirmar declarados junto de cada número.
Ao vivo em 25 de outubro
- Apuração do 2º turno ao vivo · placar oficial do TSE e projeção de onde a contagem tende a terminar, com faixa calibrada e método publicado antes do resultado
Os artigos
As análises da série saem na seção Análises. O manifesto da série — Democracia: o Deus que Falhou, homenagem à obra de Hans-Hermann Hoppe que fundamenta a teoria — apresenta a tese, o método e os compromissos; os artigos seguintes acompanham a eleição de 2026 enquanto ela acontece.
Textos publicados da série
- Democracia: o Deus que Falhou — manifesto da série · 8 de setembro de 2026
- A corrida para o marco · 13 de setembro de 2026
- O que a eleição não muda · 26 de setembro de 2026
- O Índice do Usufrutuário · 4 de outubro de 2026
O que esta série não faz
Não aponta má-fé de agente determinado. Não atribui a candidato o que é padrão estrutural do arranjo, documentado em ciclos sob governos de espectros opostos. Não prevê resultado de eleição. Não usa dado pago: toda fonte é pública e o leitor pode refazer o caminho.
Método, em três linhas
Toda série compara exercício eleitoral com exercício comum do mesmo ente, porque orçamento tem sazonalidade própria e confundi-la com ciclo eleitoral seria erro de método. A régua é publicada antes do resultado. E o que não se confirmar é corrigido nesta página, com o mesmo destaque da afirmação original.
A edição-base do Índice do Usufrutuário foi publicada em 4 de outubro de 2026, com dados capturados antes do primeiro turno: [O Índice do Usufrutuário](/analises/o-indice-do-usufrutuario). Ele marca 80,5 no ciclo de 2026, e todo exercício com urna fica acima de todo exercício sem urna. Dos três componentes previstos, dois entraram; o terceiro, a conta deslocada ao mandato seguinte, está declarado ausente até que a camada de pagamento seja coletada. A próxima edição sai no fechamento do exercício.